É inegável que o programa da Adobe, Flash, (o antigo Macromedia Flash), é ainda o programa que permite maior liberdade de composição e expressão gráfica no que toca à criação de produtos para a internet.
Começou por ser um pequeno programa de criação e animação vectorial. Desde a sua aquisição pela Macromedia, cresceu exponencialmente, agregando cada vez mais funcionalidades, por vezes de forma pouco orgânica, mas que, caramba, funcionavam em grande estilo!
Por isso, que fique bem claro: NADA TEMOS CONTRA O FLASH. ...per se.
MAS...
(e o conselho é mesmo este) deve ser usado "com peso e medida"!
A indexação de um site pelos motores de busca, principalmente pelo inevitável Google, é um factor importante a ter em conta quando se projecta um site.
O ranking que um site atinge num motor de busca é um factor importante.
Um site 100% em flash é praticamente invisível aos motores de busca.
Hoje em dia, com o HTML5, CSS3 ou JQuery, não há desculpas para os desenvolvedores de websites os manterem inteiramente feitos em Flash.
Bem... a não ser, é claro, o outro pequeno promenor de desvantagem (para o cliente) sobre sites 100% Flash: nestes a manutenção do conteúdo vai depender sempre do desenvolvedor = rendimento garantido ...para o desenvolvedor do site, claro. Basta não informar o cliente de que existem tecnologias de construções de sites que lhe permitem gerir, ele mesmo mais tarde, os próprios conteúdos do site.
E em sites com muito volume de conteúdos... haja tempo e dinheiro!
Parece-nos que o problema existe quando se quer agradar o cliente de forma imediata e superficial. Este passa a ser explorado uma vez que paga um serviço (a divulgação na internet) que, afinal, não vai existir da forma mais correcta.
...Mas como o site tem "música" e uns "efeitos espectaculares" e "quando se clica faz assim, oh!", o cliente fica com a sensação, errada, de ter investido num produto completo 5 estrelas, quando, afinal só tem uma parte do serviço (a mais visível) concretizada.
Para além dos problemas para indexação por parte dos motores de busca, das dificuldades na gestão dos conteúdos do site, os sites em Flash não cumprem as normas de acessibilidade (obrigatórias, por exemplo, para todos os sites das instituições governamentais e que são uma exigência cada vez mais frequente de empresas/clientes). Os dispositivos móveis (com um crescimento enorme de acessos à internet) também não lêm bem sites em Flash.
Por todos estes motivos, pelas exigências, enfim, da web 2.0, a decisão de fazer um site em Flash, deverá ser muito bem ponderada e sempre concretizada por quem tenha uma visão panorâmica do que é a internet e das necessidades verdadeiras muito específicas de cada cliente, sem colocar o "show off" acima de todos os interesses.
Assim, e concluindo:
Se a sua intenção é fazer pura exibição de, por exemplo, um portfolio (e existem realmente exemplos brilhantes de portfolios em Flash), de um filme, um jogo, etc., use Flash, mas com peso e medida . E tenha a consciência que está a eliminar muitas possibilidades de crescimento do seu site (as dificuldades aqui apresentadas são só algumas de uma lista muito maior e mais complexa).
Se o objectivo do seu website é fornecer algum tipo de conteúdo informativo, evite o Flash...
...Pelo bem dos visitantes do seu site.
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